Seis Horas de uma Sexta-Feira

livro“Existe uma correlação direta entre a exatidão de nossa lembrança e a eficácia de nossa missão. Se não estamos mais ensinando às pessoas como serem salvas, talvez seja porque tenhamos esquecido da tragédia de estar perdido! Se não estamos ensinando a mensagem do perdão, talvez seja porque não nos lembramos de como era ser culpado. E se não estamos pregando a cruz, pode ser que subconscientemente, tenhamos decidido – Deus nos livre – que, de certa forma, não precisamos dela.

Na que talvez tenha sido a última carta que Paulo escreveu, ele implorou que Timóteo não se esquecesse. Em uma carta escrita do lugar onde podia ouvir afiarem a lâmina que lhe deceparia a cabeça, ele incitou Timóteo a se lembrar. “Lembra-te de Jesus Cristo… (2 Tim 2:8). Pode-se quase ver o velho guerreiro sorrindo ao escrever as palavras “Lembra-te de Jesus Cristo, que é da descendência de Davi, ressurgiu dentre os mortos, segundo o meu evangelho…”

Quando os tempos ficarem difíceis, lembre-se de Jesus. Quando as pessoas não ouvirem, lembre-se de Jesus. Quando as lágrimas chegarem, lembre-se de Jesus. Quando o desapontamento dormir junto com você, lembre-se de Jesus. Quando o medo armar uma tenda no seu jardim. Quando a morte assombrar. Quando a ira chamuscar, quando a vergonha pesar muito, lembre-se de Jesus.

Lembre-se da santidade enfileirada com humanidade. Lembre-se dos enfermos que foram curados por mãos calosas. Lembre-se do morto chamado do sepulcro com um sotaque de galileu. Lembre-se dos olhos de Deus que choraram lágrimas humanas.E acima de tudo, lembre-se desses descendentes de Davi que derrotou tão completamente a morte.

Você ainda consegue lembrar-se? Você ainda o ama? Lembre-se, implorou Paulo, lembre-se de Jesus. ANtes que se lembre de qualquer coisa, lembre-se Dele. Se esquecer de alguma coisa, não se esqueça dele.

Oh, mas quão rapidamente nos esquecemos! Tanta coisa acontece através dos anos. Tantas mudanças internas. Tantas alterações externas. E nalgum lugar, lá atrás, o deixamos. Não lhe damos as costas… apenas não o levamos conosco. Tarefas chegam. Promoçoes chegam. Orçamentos são feitos. Crianças nascem, e o Cristo… o Cristo é esquecido.

Já faz algum tempo desde que você olhou fixamente os céus em muda reverência? Já faz algum tempo desde que você se conscientizou da divindade de Deus e de sua carnalidade?

Se faz, então você precisa saber uma coisa: ele ainda está lá. Não foi embora. Debaixo de todos esses papéis e livros e relatórios e anos. No meio de todas essas vozes e faces e lembranças e quadros, ele ainda está lá.

Faça um favor a si mesmo. Poste-se diante dele novamente. Ou melhor, permita-lhe postar-se diante de você. Vá ao seu cenáculo e espere. Espere até que ele venha. E quando ele aparecer, não saia. Passe os dedos sobre seus pés. Coloque sua mão no seu lado transpassado. E olhe dentro daqueles olhos. Esses mesmos olhos que derreteram as portas do inferno e puseram os demônios em disparada e Satanás a correr. Fite-o enquanto eles o fitam. Você jamais será o mesmo.

A pessoa jamais é a mesma após ver simultaneamente seu total desespero e a graça obstinada de Cristo. Ver o desespero sem graça é suicídio. Ver a graça sem o desespero é inutilidade de cenáculo. Mas ver as duas coisas é conversão”
( Livro: seis horas de uma sexta-feira – Max Lucado)
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