A história de Jam.

Oi pessoal,

Talvez vocês não me conheçam ainda, mas eu sou o jovem Jam e quero contar pra vocês um pouco da minha família.

Nasci em uma casa muito movimentada, tenho uma mãe que cuidou muito bem de mim e também tenho muitos irmãos.

Apenas meu pai não mora com a gente, na verdade, desde pequeno nunca o vi.

Desde pequeno, minha mãe me conta histórias sobre ele, em como fazia as coisas, do que gostava…
Várias vezes a via encher os olhos d’agua falando de como as suas palavras alegravam e consolavam o coração dela. Também comentava como ele gostava de ajudar as pessoas, sempre que batiam em sua porta ele atendia, não importava o momento ou a hora que isso acontecia.

As pessoas que nos visitam em casa também contam histórias do meu pai. Dizem como ele é especial, incrível, um super-pai… essa é a imagem que tenho dele.

Cresci com a ânsia de um dia poder encontrá-lo. Desde pequeno, busquei resquícios, pistas, para tentar encontrá-lo.

A cada história que ouvia,
A cada lágrimas que rolava ao me contarem como ele é bom
e quanto é grande o seu coração.
Em mim, sempre aumentava o desejo de poder vê-lo,
de poder ouvi-lo e dizer “pai, é o senhor ?”

Confesso que até caminhei em busca desse encontro.
já sonhei com esse momento diversas vezes,
Já o desenhei em vários lugares,
em tardes e noites
com uma alegria misturada com lágrimas de contentamento.

Há poucos anos atrás,
Descobri o que chamo de uma das maiores “pistas” e resquícios dele.
Entrei em um cômodo que não usamos muito em nossa casa.
Um lugar que a mamãe dizia que não gostava de entrar porque se lembrava do meu irmão mais velho.
Ele também morreu, e pelo o que todos diziam, era filho do meu pai. Digo, tão deslumbrante, prestativo e bom
quanto diziam do meu pai.

Ao entrar neste cômodo empoeirado e com vários móveis empilhados, encontrei em uma gaveta, muito bem guardado um livro.
Ou melhor, pensei que era um livro, mas possuia muitas páginas, e tinha mais aparência de um caderno de histórias, o que as meninas hoje chamam de diário.

Algo em meu coração mudou, por mais que não soubesse o que era, acreditava que poderia ser dele. Então, corri para o meu quarto e comecei a lê-lo. Diariamente, eu o lia, e a sensação era IMPRESSIONANTE !!!

Não conseguia passar um dia sem querer folheá-lo, sem ler suas histórias. Sentia um enorme desejo de conhecer mais de tudo que estava escrito ali. Apesar disso, não havia nenhuma evidência que meu pai tinha escrito o que estva ali.

As vezes, parecia que várias pessoas eram autoras, e em outros momentos, parecia que era a minha história que estava sendo contada.

Em várias dessas leituras me sentia como minha mãe dizia: alegria e olhos cheio de lágirmas. Imaginava meu pai dizendo aquelas palavras, me ensinando, me ajudando a viver, a consertar minhas “burradas”, a perdir perdão e aceitar a reconhecer meus erros.

Várias vezes… me lembrava do que falavam do meu irmão mais velho. Alguns dos capítulos que li também parecia que contavam a história dele.

Até que eu descobri. Depois de muito tempo minha mãe me contou. Em prantos, prostrada no chão, deparei-me com ela se humilhando e pedindo perdão porque havia abandonado tudo o que tinha vivido e aprendido com meu pai. Fiquei sem reação. E então ela me explicou.

– Filho.
– sim mãe, pode falar…
– Filho, por muito tempo deixei de lado a verdadeira vida que tive um dia ao lado de seu pai. Todas as noites, nos horários vagos durante o dia, eu o via escrevendo, e escrevendo… eu não entendia, mas um dia ele me disse – que ele teria muitos filhos e que os seus filhos precisariam aprender a viver, saber o quanto ele os ama e o quanto ele quer ajudar os seus…
– como assim?
– Isso mesmo… sabe esse livro que você encontrou ? São as palavras do seu pai. Que por vezes ele pediu para que pessoas que ele amava escrevesse suas histórias, ou momentos que ele pôde ajudar outros.
– O que seu pai quer te dizer é que ele te ama. E por isso deixou por escrito tudo o que você precisa. Ele ainda garantiu que sempre que precisasse ele estaria com você. Confesso que não entendi muito bem essa parte.
– Sei que o seu irmão mais velho concordava e acreditava nisso. Ele dizia coisas que só seu pai falava, como se ele tivesse estado com seu pai. Ele dizia que os outros irmãos dele, quando ele não estivesse mais conosco, poderiam conversar com o pai. E ele já não está aqui, certo ?

( o filho em lágrimas, parecia entender tudo, as coisas faziam sentido agora. As palavras que leu, as histórias que pareciam sua vida, a esperança de um dia ouvir seu pai falar… )

– (com a voz embargada) mas… e esse livro… ele terminou ? tem um nome ?
– Sim filho… ele terminou de escrever e este livro tem um nome. CHAMA-SE Biblia. Ele a chamava assim quando se referia a ela.

( as vezes penso que pra não nos acordar no meio da noite, a figura de Deus representa o pai que nos deixa um bilhete, uma carta, um recado, que nos escreve um livro inteiro… e no final diz – eu te amo! )

Explicação da história
– o pai da história é Deus.
– o filho mais velho é Jesus.
– o filho (que conversa a todo momento com a mãe) da história são todos que creem em Jesus, pois podem se aproximar do Pai-Deus, ouvi-lo e entender as suas palavras presente no livro-Biblia.

Agora leia de novo. Com este entendimento.

Que Deus te abençõe

Jam.

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2 Respostas para “A história de Jam.

  1. […]

    ‘em lágrimas, parecia entender tudo, as coisas faziam sentido…’

    Ah,

    o amor de Deus derrama sobre nós significados sem fim…

    e significado é a busca de todo coração…

    :)

    Curtir

  2. Pingback: Deus Pai pode ter escrito para você. « Ainda assim eu vou escrever!

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