Compaixão & Amor – Uma história !

Há algum tempo, Roslyn e eu tiramos um dia de folga e decidimos nos divertir no Quarteirão Francês, aqui em Nova Orleans. Perambulamos pela Jackson Square escolhendo quiabos, sentindo o cheiro de jambalaia e parando numa sorveteria da Hãagen-Dasz para o melhor de tudo: um sundae de nozes e avelãs confeitadas com calda de chocolate quente que provocou um breve êxtase.

Quando dobramos a esquina da Bourbon Street, uma garota com um sorriso radiante e cerca de 21 anos de idade se aproximou de nós, prendeu uma flor em nossas camisas e perguntou se gostaríamos de fazer uma doação para ajudar a missão que ela fazia parte. Quando perguntei a ela qual era a missão a qual pertencia, respondeu: ” A Igreja da Unificação”.

– O fundador é Sun Myung Moon, então ahco que isso significa que você é uma moonie ?
– Sim – ela respondeu.

Duas coisas conspiravam contra ela.
Em primeiro lugar, era uma pagã que não reconhecia Jesus Cristo como Senhor e Salvador.
Em segundo lugar, era uma garota desmiolada, tola, ingênua e vulnerável que sofrera lavagem cerebral e estava hipnotizada por uma seita.

– Sabe de uma coisa Susan? – eu disse.
– Admiro muito sua integridade e a fidelidade que demonstra ter por ter sua consciência. Você está aqui, circulando pelas ruas, fazendo aquilo em que realmente acredita. Você é um desafio para qualquer pessoa que se declare “cristã”.

Roslyn a abraçou, e eu abracei ambas.
– Vocês são cristãos? – ela perguntou.
– Sim – respondeu Roslyn.

Ela abaixou a cabeça e vimos as lágrimas caindo na calçada. Um minuto depois, ela contou:
– Estou em missão aqui no Quarteirão Francês há oito dias. Vocês foram os primeiros cristãos a me tratarem com gentileza. Os outros me olhavam com desprezo ou gritavam, dizendo que eu estava possuída por um demônio. Uma mulher me bateu com sua Bíblia.

“Venha teu reino.” O que faz com que o reino venha é compaixão sincera: um caminho de ternura que não conhece fronteiras, rótulos, separações em categorias ou divisões sectárias. Jesus, a face humana de Deus, nos convida a uma reflexão profunda sobre a natureza do discipulado verdadeiro e o estilo de vida radical do filho de Deus.

Nota:
Essa história foi relatada no Livro: ” O Impostor que vive em mim” (Brennam Manning), pg.84-85
Todo o texto, incluindo as aspas, foi escrito pelo autor.

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