Entrevista com rei Jeosafá

A segunda entrevista nos adianta um par de séculos na história.
Aqui encontramos o rei Jeosafá numa entrevista de pós-guerra com a “Crônica de Jerusalém” (CJ), no campo de batalha de Sis.

CJ: Felicitações, Rei.
JEOSAFÁ: Por quê?
CJ: Acaba de derrotar a três exércitos ao mesmo tempo.
Derrotou os moabitas, os amonitas e os do monte de Seir.
JEOSAFÁ: Aí, eu não fiz isso.
CJ: Não seja tão modesto. Diga-nos o que pensa a respeito destes exércitos.
JEOSAFÁ: Gente grande. Fortes guerreiros. Malvados como serpentes.
CJ: Que sentiu ao saber que se aproximavam?
JEOSAFÁ: Tive medo.
CJ: Porém o controlou com bastante calma. Essa sessão de estratégia com seus generais deve ter dado resultado…

JEOSAFÁ: Não tivemos sessão nenhuma.
CJ: Não tiveram uma reunião nem uma estratégia?
JEOSAFÁ: Nenhuma das duas.
CJ: O que você fez?
JEOSAFÁ: Perguntei a Deus o que fazer.
CJ: E o que Ele disse?
JEOSAFÁ: A princípio nada, então fiz que algumas pessoas falassem junto comigo.
CJ: Seu gabinete realizou uma sessão de oração?
JEOSAFÁ: Não, minha nação jejuou.
CJ: Toda a nação?
JEOSAFÁ: Pelo que sei, todos exceto você.
CJ: Eeehhh… Bom, o que você disse a Deus?

JEOSAFÁ: Bom, dissemos a Ele que era o Rei e que aceitávamos qualquer coisa que desejasse fazer, mas que, senão se incomodava, gostaríamos de receber Sua ajuda pararesolver um grande problema.

CJ: E nesse momento foi que realizaram sua sessão de estratégia.
JEOSAFÁ: Não.
CJ: O que fizeram?
JEOSAFÁ: Ficamos de pé diante de Deus.
CJ: Quem?
JEOSAFÁ: Todos nós. Os homens. As mulheres. Os bebês.Todos ficamos de pé e esperamos.

CJ: E, entretanto, o inimigo fazia o que?
JEOSAFÁ: Aproximava-se.
CJ: Foi nesse momento que animou o povo?
JEOSAFÁ: Quem lhe disse que eu animei o povo?
CJ: Bom, simplesmente supus…
JEOSAFÁ: Em nenhum momento eu falei nada para meu povo. Só me mantive atento. Depois de um tempo, um jovem de nome Jaaziel alçou
a voz e disse que o Senhor havia falado para que não desanimássemos nem temêssemos, porque a batalha não era nossa, mas sim dEle.

CJ: Como soube que falava de parte de Deus?
JEOSAFÁ: Quando alguém passa tanto tempo como eu falandocom Deus, aprende a reconhecer sua voz.
CJ: Incrível.
JEOSAFÁ: Não, sobrenatural.
CJ: Então atacaram?
JEOSAFÁ: Não, Jaaziel disse: “Não temais, nem vos assusteis por causa desta grande multidão; pois a peleja não é
vossa, mas de Deus”.(2 Cr 20:15, ACF).

CJ: Em alguma parte já ouvi isso.
JEOSAFÁ: É de Moisés.
CJ: Então atacaram?

JEOSAFÁ: Não, então cantamos.
Quer dizer, alguns cantaram. Não sou muito afinado, assim que inclinei meu rosto e orei. Deixei que os outros cantassem. Temos um
grupo, os levitas,que verdadeiramente sabem cantar.

CJ: Um momento. Sabendo que o exército se aproximava…cantaram?
JEOSAFÁ: Algumas canções. Depois eu disse ao povo que fosse forte e tivesse fé em Deus e depois marchamos ao campo de batalha.
CJ: E você dirigiu o exército?

JEOSAFÁ: Não, colocamos os cantores na frente. E enquanto marchávamos, eles cantavam. E enquanto cantávamos, Deus colocava armadilhas.

E quando chegamos ao campo de batalha, o inimigo estava morto. Isso foi há três dias. Levamos todo essetempo para limpar a área. Hoje voltamos para levar a cabo outra reunião de adoração. Venha aqui, quero que ouça como cantam estes levitas. Aposto dez siclos que não pode permanecer sentado cinco minutos…
CJ: Espere. Não posso escrever essa história. É demasiado estranha. Quem vai acreditar?

JEOSAFÁ: Simplesmente escreva. Os que tenham problemas que podem resolver por conta própria rirão.
E os que tenham problemas que só podem ser resolvidos com a ajuda de Deus, orarão.
Deixe que eles decidam. Vamos, a banda está afinando os instrumentos. Não vai querer perder a primeira canção.

O que você acha então?
Que faz Deus quando nos encontramos em dificuldades?
Se Moisés e Jeosafá nos servem de ilustração, essa pergunta pode ser respondida com uma palavra: peleja.
Ele peleja por nós.
Entra no ringue, nos manda para o nosso
canto e se ocupa: “O SENHOR pelejará por vós, e vós vos calareis”
(Êx 14:14, ACF).

A Ele compete pelejar. A nós compete confiar.

Só confiar.
Não dirigir.
Não questionar.
Não arrebatar-lhe
a direção do carro.
Nos compete orar e esperar.
Não é preciso nada mais.
Não é necessário nada mais.

“Só Ele é a minha rocha e a minha salvação; é a minha defesa; não serei abalado”
(Sl 62:6, ACF).

Nota:
Este trecho pertence ao livro do Max Lucado, grande escritor inspirado por Deus pra transmitir palavras como estas. O livro é “quando Deus sussura seu nome” – pg 108/109

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s