Crônicas de Nárnia #AultimaBATALHA (parte 1)


Nesses 12 meses, fiquei lendo, aos poucos as 7 histórias.
Apenas 3 delas viraram filmes. Outras 4 só serão encontradas no livro.
Foram madrugadas, tardes e tempos de leituras incríveis.
Pessoalmente, a simbologia é incrível.

Para quem não sabe, o livro retrata a história dos cristãos, mas por perseguição da época, foi feita com símbolos. ASSIM, o leão da história – Aslam, é Jesus.

Na última história, a 7ª do livro, inventam uma mentira, vestem com roupa de leão um burrinho. Quando descobrem as pessoas começam a duvidar das histórias que contavam sobre Aslam.
Muitos, que ainda não o tinham visto desde que nasceram, pelo “escândalo” caíram em descrença. (a história parece muito contemporânea… )

Até os que pertenciam a nárnia, ou seja, os que posso dizer faziam parte do Reino de Aslam… começaram a duvidar e a não crer.
Um deles foram os anões de nárnia.

BEM NO FIM, QUANDO ASLAM PELA ÚLTIMA VEZ VOLTA, TODOS CONSEGUEM ENXERGAR O LUGAR MARAVILHOSO QUE HAVIA SIDO PREPARADO PARA OS QUE CRERAM EM ASLAM.
Veja o que o livro relata sobre os anões… triste…

” – Oh não! – disse Lúcia. O que vamos fazer com eles ? (referem-se aos anões de Nárnia)
– Deixe-os para lá! – disse Eustáquio. Mas enquanto ele falava a terra estremeceu. A doce atmosfera tornou-se ainda mais doce e um clarão brilhou ao lado deles. Todos se voltaram. O último a se virar foi Tirian, porque estava com medo. Ali estava o anseio de seu coração, enorme e real: o Leão dourado, o próprio Aslam. Os outros já se encontravam ajoelhados em círculo em volta de suas patas dianteiras, com as mãos e o rosto enterrados em sua juba, enquanto ele abaixava a cabeçorra para afagá-los com a língua. Então, fixou os olhos em Tirian, que se aproximou, tremendo, e atirou-se aos pés do Leão. Este o beijou, dizendo:

– Muito bem, último do reis de Nárnia, que permaneceu firme até na hora mais escura!

– Aslam – disse Lúcia, entre lágrimas -, será que você não podia…. por favor… faça algo por estes pobres anões…
– Minha querida – disse Aslam -, vou mostrar-lhe tanto o que eu posso quanto o que eu não posso fazer.

Aproximando-se dos anões, Aslam deu um leve rugido: leve, mas mesmo assim fez o ar vibrar. Os anões, porém, disseram uns aos outros:
– Escutaram só? Deve ser a turma do outro lado do estábulo. Estão tentando nos assustar. Devem ter feito esse barulho com algum tipo de máquina. Não vamos nem dar bola. Desta vez não nos enganam mais.

Aslam ergueu a cabeça e sacudiu a juba. No mesmo instante, um maravilhoso banquete apareceu aos pés dos anões? tortas, assados, aves, pavês, sorvetes e, na mão direita de cada um, uma taça de excelente vinho. Mas de nada adiantou. Eles começaram a comer e a beber com maior sofreguidão, mas notava-se claramente que nem sabiam direito o que estavam degustando. Pensavam estar comendo e bebendo apenas coisas ordinárias, dessas que se encontram em qualquer estrebaria. Um deles disse que estava comendo capim; outro falou que tinha arranjado um pedaço de nabo velho; e um terceiro disse que havia achado uma folha de repolho cru. E levavam aos lábios taças douradas com rico vinho tinto, dizendo
– Puáaa! Muito bonito! beber água suja, tirada do cocho de um jumento! Nunca pensei que chegássemos a tanto!

Mas logo cada anão começou a desconfiar de que o outro havia conseguido algo melhor que ele, e daí começaram a se agarrar e a discutir, e a briga foi ficando cada vez mais feia, até que, em pouco minutos, todos estavam engalfinhados numa verdadeira luta livre, e todas aquelas iguarias espalharam-se por seus rostos e roupas e esparramaram-se pelo chão. Mas quando finalmente se sentaram de novo, cada qual esfregando seu olho roxo ou nariz sangrando, começaram a dizer:
– Bem, pelo menos aqui não há trapaça. Não deixamos ninguém nos levar no bico. Vivam os anões!

– Viram só? – disse Aslam. – Eles não nos deixarão ajudá-los. Preferem a astúcia à crença. Embora a prisão deles esteja unicamente em suas próprias mentes, eles continuam lá. E têm tanto medo de serem ludibriados de novo que não conseguem livrar-se. Mas, venham comigo, meus filhos. Tenho um outro trabalho a fazer.

Aslam dirigiu-se para a porta, seguido de todo o grupo. Então levantou a cabeça e rosnou:
– O TEMPO É CHEGADO. AGORA! TEMPO! – E depois rosnou mais alto – Tempo ! – E depois tão alto que até as estrelas estremeceram: – TEMPO! Então a porta se abriu.

( Crônicas de Nárnia, Vol. Único, CS Lewis, Pg. 716, Capítulo: A última Batalha)

Veja também: Crônicas de Nárnia – O Peregrino da Alvorada

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